Na área de projetos e construções, novas necessidades e ideias sempre surgem. Fatores impostos pelo tempo abrem novos caminhos para o trabalho do arquiteto. Com isso, surge a necessidade pela busca de uma  solução para edifícios antigos, com fachadas e interiores desgastados, além de instalações ultrapassadas. 

Passamos a ouvir o termo retrofit entre arquitetos, engenheiros e empreendedores. Mas, você já ouviu falar? O significado do termo é “colocar o antigo em forma. Trata-se da modernização, revitalização e valorização de uma edificação. 

Essas alterações podem ocorrer por vários motivos, como a necessidade de renovação do sistema hidráulico e elétrico da construção, a instalação de rede de dados ou de sistema de ar condicionado, a adequação às normas de prevenção e combate a incêndio, etc.   . Contudo, existem outros aspectos ligados ao retrofit. O objetivo é aumentar a vida útil de uma edificação, adaptando-a aos tempos atuais.

Quer descobrir mais sobre o assunto? Continue a leitura!

Qual a história do retrofit? 

Seu início ocorreu nos anos 90, por iniciativa dos europeus, quando eles buscaram revitalizar milhares de edifícios já considerados antigos, a fim de preservar o patrimônio histórico da região. Nos Estados Unidos, a técnica também passou a ser aplicada no mesmo período.  

A rígida legislação sobre o patrimônio histórico dessas regiões fez com que o retrofit fosse uma necessidade. Dessa forma, preserva-se o acervo arquitetônico e a memória das cidades. 

A escassez e o alto custo de terrenos livres também é um fator que faz do retrofit uma alternativa necessária. Assim como a necessidade de se pensar no meio ambiente e de controlar a criação de entulho.

No Brasil, o retrofit está sendo aplicado em diversas construções, consideradas obsoletas na questão da estética e da tecnologia. Vale lembrar que ainda há muito a ser feito quanto ao retrofit no nosso país, principalmente nas grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. 

Observamos muitas regiões com edificações desgastadas, abandonadas, que carecem de investidores privados e governamentais para viabilizar a reutilização desses imóveis. Isso também traria a revitalização das regiões em que se encontram.

Quais são os lugares onde o retrofit pode ser aplicado?

O retrofit pode ser feito em edifícios corporativos, indústrias, hospitais, comércios, residências, cinemas, teatros, museus e uma infinidade de outros tipos de imóveis.

Em alguns casos, essa modernização pode alterar o uso de uma edificação passando, por exemplo, de residencial para hotel, de uma indústria para um centro comercial.

O conceito é de alto custo?

Em alguns casos, o retrofit pode atingir valores maiores que se fosse feita uma demolição e reconstrução do imóvel. Pode exigir mão de obra mais especializada. Sabendo disso, o custo pode variar, pois cada projeto é único e deve ser estudado individualmente. Tudo vai depender das condições gerais da edificação.

E as vantagens?

Em termos financeiros, uma das principais vantagens do retrofit é o aproveitamento das estruturas já existentes, com isso, a reforma pode ficar mais econômica.

Devido à readequação de uma obra obsoleta, a sustentabilidade é um dos escopos mais importantes para o retrofit, pois o grande reaproveitamento de materiais propicia um impacto menos danoso ao meio ambiente. 

Nesse contexto, o projeto arquitetônico trará conforto e, ao mesmo tempo, economia de água, energia eficiente e baixo impacto ambiental. 

Quando há renovação patrimonial, há uma grande valorização do imóvel e também de seu entorno. 

Conclusão

Vale lembrar que não é qualquer profissional de arquitetura que está apto a projetar e orientar o retrofit. É preciso conhecimento prévio das técnicas e da legislação do patrimônio histórico da região, de restauração, de materiais e conceitos de sustentabilidade, a fim de se integrar o conceito.

Contratar um arquiteto com experiência na àrea do retrofit pode fazer toda diferença no processo. Os ganhos vão desde a confiança na equipe, controle do orçamento, até o resultado desejado em questões estéticas e tecnológicas.

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